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Asa-geiko

Assistir ao treino matinal de sumo: o que esperar e como se comportar

O treino matinal é a forma mais íntima de ver o sumo — e a mais cheia de regras. Eis como é realmente o asa-geiko e a etiqueta que o mantém bem-vindo.

O que é realmente o asa-geiko

Muito antes das multidões e da cerimónia, o sumo acontece em manhãs frias nas salas de treino dos estábulos (heya) onde os lutadores vivem e treinam. O treino — asa-geiko — geralmente começa muito cedo e dura algumas horas, com os lutadores mais novos e de categoria mais baixa no chão primeiro e os homens seniores a chegar mais tarde. Não há comentários nem espetáculo preparado para os visitantes: apenas o som surdo dos corpos, o arrastar dos pés no barro, exercícios repetidos e o ocasional grito de um lutador sénior. Para muitos, é mais comovente do que um torneio, precisamente porque é real e não encenado.

Os visitantes podem ir?

Algumas estábulos permitem que um pequeno número de visitantes assista aos treinos, mas as regras são rigorosas e o acesso não é garantido — muitos não aceitam visitas sem marcação, as instruções estão em japonês, e falhas de etiqueta podem levar todo o grupo a ser convidado a sair. Por isso, a maioria dos visitantes recorre a um guia que tenha um acordo com um estábulo ou um local de observação: elimina a barreira linguística, garante um lugar e assegura que alguém estará ali para lhe sussurrar quando deve ficar imóvel. Visitas independentes são possíveis para quem está bem preparado, mas uma manhã guiada é muito mais fiável.

A etiqueta que importa

A regra fundamental é simples: você é um convidado na casa e no local de trabalho de alguém, por isso seja discreto e silencioso. Sente-se onde lhe indicarem, geralmente no chão; não faça barulho; não aponte as solas dos pés para o ringue; não coma nem beba; e siga rigorosamente as regras de fotografia — algumas sessões permitem fotos silenciosas e sem flash, outras não permitem nenhuma. Não se levante, não se estique nem saia a meio de uma sessão, e coloque o telemóvel em modo silêncio. Nada disto é difícil; requer apenas atenção. Se fizer tudo corretamente, testemunhará algo que poucos turistas alguma vez veem.

O que verá e sentirá

Espere repetição em vez de momentos altos: os mesmos exercícios de colisão vezes sem conta, os passos de entrada no ringue e o extenuante *butsukari-geiko*, onde um lutador empurra o outro para trás através do barro até ele mal se aguentar de pé. De perto, percebe-se o que a arena esconde — o tamanho e a velocidade dos homens, o impacto dos embates, o cansaço. As sessões duram normalmente algumas horas e, muitas vezes, está a apenas alguns metros de distância. Vista-se bem no inverno, pois as salas de treino são frias e sem aquecimento, e simplesmente sente-se e absorva tudo.

Vale a pena?

Para quem tem genuína curiosidade pelo sumo, sim — e tem uma grande vantagem sobre um torneio: decorre durante a maior parte do ano, por isso pode ver o desporto mesmo quando as arenas estão fechadas. É calmo, físico e sem glamour no melhor sentido. Se só tiver tempo para uma experiência de sumo e a sua viagem não coincidir com um torneio, uma visita de treino matinal bem organizada é a escolha a fazer.

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